Posts tagged ‘consumo’
Música e a Internet
“A música na Internet e os celulares passam a fazer parte da vida normal do consumidor, e os sites legais de download de música estão se multiplicando no âmbito internacional, com maior quantidade de usuários adquirindo músicas em formato digital e a indústria fonográfica alcançando níveis de venda significativos nas vendas on-line.” Essa é a posição da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD) que ingenuamente, já no meu ponto de vista, crê que, no Brasil, pelo menos, as pessoas irão pagar pelas músicas na internet que por muito tempo tiveram à disposição gratuitamente na rede. E para a associação, a pirataria pela internet, aquela que as pessoas realizam em suas casas, baixando as músicas para seu puro divertimento, parece incomodar muito mais do que a pirataria do camelô que vende o CD na rua e que sustenta quadrilhas internacionais. O diretor da ABPD, Eduardo Rajo diz, em entrevista ao portal G1 que “Enquanto nos últimos anos a pirataria física era o principal problema no Brasil, a gente identificou há um ano, um ano e meio, a migração, a queda da pirataria física, em função de ações do governo federal coordenadas pelo Conselho Nacional de Combate à Pirataria, e uma migração dos CDs piratas para baixa de música pela internet. Só para você ter uma idéia, mais de um bilhão de arquivos foram baixados no Brasil ano passado. É um número assustador comparado com países muito mais desenvolvidos, com muito mais acesso à internet do que a gente”. Pelo lado “legal”, o que parece, é de que a ABPD tem uma esperança de que a venda da música digital funcione. Em seu site eles citam exemplos como Austrália, Estados Unidos e Coréia que puniram através de decisões judiciais os serviços não autorizados de trocas de arquivo. Acrescenta que essa metodologia foi útil, para que, naqueles países, houvesse uma transformação no ambiente do mercado para a música digital e das atitudes dos consumidores em relação a isso. Em entrevista ao IDGNow em 2006, o diretor-geral da ABPD, Paulo Rosa, revelou que o P2P no Brasil estava com os dias contados. Dizia-se que a associação estaria preparando um dossiê para medir o mercado ilegal de música digital, calcular os prejuízos e criar estratégias que poderiam incluir tanto medidas educativas como judiciais. A postura da ABPD já preocupa os internautas. Para a estudante de Direito Carolina Medeiros, se não fosse o MP3, ela não conheceria metade das bandas que gosta. “Já cheguei a viajar pelo mundo para assistir a shows de gente que conheci graças ao MP3, mas não tenho o hábito de comprar CDs”, admite. Por fim, vê-se que a ABPD não está disposta a ceder quando o assunto é acesso a cultural no Brasil, eles ainda acreditam, inacreditavelmente, no futuro da música digital vendida. É uma pena, pois, na minha certa opinião, a batalha deles já está perdida. A ABPD só está tentando prorrogar a liberação total da cultura.
LOURENÇO DE PAULI SOUZA
Fontes:
http://www.ataliba.eti.br/node/422
2 novembro, 2007 at 12:08 pm ohexclamacao Deixe um comentário





